Thursday, February 9, 2012

CORREIOS & RECEITA: vai entender o eles cobram p/retirar remessas vindas do exterior


ADIVINHÔMETRO  

Como eu necessido mandar as peças-piloto dos desenhos que faço para serem desenvolvidas no Brasil e, como algumas amigas gostariam que eu comprasse uns mimos e mandasse para elas, pedi a ajuda de uma pessoa que confio: consultei com uma prima minha, que há muito ocupa 1 cargo de supervisão nos correios, e fiquei sabendo dos seguintes detalhes:

“O que você chama de “adivinhômetro” não é realizado pelos Correios do Brasil e sim pela Receita Federal. Nós apenas somos o operador logístico. As taxas são previstas na legislação brasileira (tributação), ou seja, representam 60% do valor do produto e do frete, ainda que você esteja mandando objetos usados. Quando são mandados vários volumes, normalmente 1 cai na amostragem da RF. “

Objetos novos entrando no Brasil recebem a caracterização de importação e, se cairem na amostragem, a Alfândega realmente não perdoa – são taxados a 60% sobre o valor do objeto e 60% sobre o valor do frete, mesmo que a sua declaração seja abaixo de US$1.000,00.

QUEM FAZ A COBRANÇA?

“Nós (os Correios Brasileiros) apenas entregamos o objeto e recebemos o dinheiro para repasse à Receita Federal”.

Então pelo que entendi NÃO são os funcionários dos Correios que ficam encarregados de abrir os pacotes e determinar o imposto sobre as remessas, mas sim os funcionários contratados pela Receita Federal que aplicam a lei.

POR QUE OS VALORES COBRADOS SÃO TÃO DISPARATADOS?

“Com relação ao cálculo sobre o valor do produto, isso varia, pois há pessoas que declaram o valor  aquém do que, de fato, vale a mercadoria, e a RF abre todos os pacotes, confere o conteúdo e daí estima o valor. Se o valor estimado se aproximar com o da nota, vale o declarado. Senão, a RF tributa sobre o que entende valer. Se o destinatário quiser contestar o valor cobrado pela Receita Federal, existe essa possibilidade. Ele irá preencher os termos necessários nos Correios, e nós encaminharemos à Receita Federal, mas tudo sob condicional de inclusive aumentar o valor do imposto.”

Não tenho nenhum conhecido que trabalhe na Receita Federal, mas vou continuar pesquisando. 
Quando obter mais informação, volto a postar aqui. 

Sunday, February 5, 2012

VIAGEM de COMPRAS: APREENSÕES de ROUPAS em BABAGEM

MAMÃES & NOIVAS  -  leiam tudo com cuidado!
Meninas, recebi hoje esse comunicado vindo da http://textileindustry.ning.com

- - - - - - - - 

Apreensões cresceram 60% em Cumbica e Receita tem sala cheia de bens retidos - a maioria, roupas
SÃO PAULO - Os 18 milhões de passageiros rumo ao exterior que passaram pelos aeroportos do País em 2011 não se contentaram apenas em visitar a Estátua da Liberdade ou tirar fotos com o Mickey.
Eles compraram, e muito. A ponto de a TAM ter de recalcular a calibragem de suas aeronaves e aumentar a quantidade de combustível por causa do excesso de peso dos voos que voltam de Miami. E de o número de retenções de bagagem "excedente" em Cumbica pela Receita Federal ter crescido 60% em um ano.
A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) registrou um aumento de 226 mil toneladas de bagagem transportada ao longo do ano passado. Além dos bagageiros de avião e esteiras de aeroporto, tanto peso acaba se refletindo na alfândega. Engana-se quem pensa que as malas dos viajantes internacionais voltam cheias de "muambas" - tablets, perfumes, eletrônicos em geral. A sala de retenção da Receita Federal, para onde vai a bagagem "excedente" apreendida, está repleta de roupas e acessórios. São sacolas e mais sacolas de camisetas de todas as marcas, cores e tamanhos, roupa de criança, vestidos de festa e bolsas femininas.
Nova regra. Uma mudança recente na legislação impulsionou esse cenário. Em outubro de 2010, começaram a valer as novas regras de bagagem, que tornaram câmera, relógio de pulso e celular "itens de uso pessoal", livres de tributação, desde que o viajante tenha apenas um de cada. Segundo o chefe da Receita Federal em Cumbica, André Luiz Martins, isso criou uma confusão na cabeça das pessoas. "Acham que tudo é uso pessoal. E, além da cota de US$ 500, ninguém fixou outra parte importante da regra, que é o limite de quantidade", afirma Martins.
É permitido trazer 20 itens acima de US$ 10 e mais 20 abaixo desse valor - é a "cota dos presentes". Acima disso, é obrigatório declarar. Mas 90% dos viajantes internacionais ainda não fazem declaração de bagagem.
"Antes, quem não declarava e era pego na fiscalização só pagava multa. Agora, os itens excedentes são retidos e sujeitos a perdimento", diz Martins. O destino das roupas retidas pela alfândega: doação e trituração.
Parâmetros. Apesar das regras rígidas, a Receita faz análises caso a caso. "Tiramos da conta todo o vestuário e acessórios que foi comprado e usado na viagem, levando em conta o tempo que a pessoa ficou fora. Ninguém acha que precisa declarar roupa, mas precisa."
Dois casos clássicos, conta Martins, são o das grávidas e o das noivas. As primeiras perdem a conta nos sapatinhos de bebê e roupas para os primeiros anos de vida da criança - como são itens baratos, geralmente extrapolam em quantidade. Já as noivas trazem vestidos acima de US$ 500 e esquecem de declarar.
"É importante que as pessoas leiam o papel da Receita que recebem no avião. Se não tiverem o que declarar, nem precisam entregá-lo. Isso facilitou a saída do aeroporto, mas deu mais responsabilidade ao passageiro."
Fonte:|http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,excesso-de-compras-no-ex...

Thursday, February 2, 2012

TV & FILHOS - cópia da crônica do Veríssimo

http://www.portalct.com.br/files/all/images/Geral/luizFernandoVerissimo208x146.jpg
Luis Fernando Veríssimo
É cronista e escritor brasileiro
Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros...todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterossexuais. O BBB  é a realidade em busca do IBOPE. 
Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB . Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas. 


Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. 


Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis? Caminho árduo para mim são aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores) , carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados. 


Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver a isso todo dia.
Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna. Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, Ongs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína Zilda Arns).
Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo. 



O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o “escolhido” receba um milhão e meio de reais. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!


Veja o que está por de tra$$$$$$$$$ $$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão


Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? (Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores)
Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores. Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema...., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , ·visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir. 


Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade.
 Esta crônica está sendo divulgada pela internet a milhões de e-mails.