O que são esses terrores noturnos?
São
perturbações no sono que fazem com a criança de repente sentar-se rígida na
cama, chorando, gritando, resmungando, gemendo e se debatendo com os olhos bem
abertos, mas sem na verdade estarem acordadas. Porque ela está presa como que
num cochilo, nem está dormindo e nem acordada, ela não se dá conta de que tem
alguém (você) junto a ela, e provavelmente não irá responder a nada do que você
diz ou faz.
Pesquisadores
acham que os terrores noturnos são falhas estranhas na transição normal pela
qual geralmente passamos do estado de estarmos acordado para o de estarmos
dormindo. Há uma percentagem de aproximadamente 15% de todas as crianças que
sofrem com esses terrores, tipicamente começando quando começam a andar e indo
até a idade escolar, sendo que algumas começam mais tarde e continuam com esse
mal durante a adolescência. Um epsódio pode durar entre 2 a 40 minutos, e
quando ele acaba a criança cai no sono abruptamente sem ter memória do
incidente.
Como diferenciar Terrores de Pesadelos?
Um pesadelo
deixa a criança acordada e muitas vezes com a lembrança do sonho ruimo, sobre o
qual às vezes ela comenta, sendo que ela se acalma e sente-se confortada com
sua presença. Pesadelos normalmente ocorrem durante a fase de REM (Movimento
Rápido dos Olhos), em geral de madrugada, entre as 2 e as 6 da manhã.
O terror
noturno, por outro lado, acontece durante as primeiras horas da noite, e fora
do período de REM. Diz Jodi A. Mindell, aotora do livro Sleeping Through the Night (Dormindo a Noite Inteira), que a
maneira mais fácil de distinguir um do outro é se perguntar, na manhã seguinte,
quem está mais chateado – você ou a criança? Se sua criança estiver muito
agitada durante a manhã, ela teve um pesadelo. Se for você que passa a manhã
estressada, então foi um terror noturno.
Diz ela que o terror noturno dura muito mais na mente dos pais que
testemunharam o ocorrido, do que na mente da criança que o viveu.
O que devo fazer se minha criança sofre de
terrores noturnos?
Não acorde
a criança; saiba que seus esforços de consolá-la serão rejeitados pois a
criança passando por um terror noturno não consegue ser acalmada, e se você
tentar segurá-la poderá fazê-la ficar ainda mais selvagem. Então a não ser que
a criança esteja correndo o risco de se machucar, não tente oferecer carinho
físico: apenas fale suavemente, com calma, colocando seu corpo entre o da
criança e algo que possa machucá-la, como a cabeceira da cama, e espere até a
tempestade passar. Antes de colocar a criança para dormir tome os mesmos
cuidados que tomaria se a criança sofresse de sonambulismo: recolha os objetos
e brinquedos do chão para que ela não tropeçe neles; tranque as janelas e as
portas de saída para a rua.
Qual é a causa do terror noturno, e como pode
ser prevenido?
Não há uma
resposta definitiva porque ninguém sabe exatamente o que os causa. O que sabe-se de fato é que a criança que tem
esse distúrbio não necessariamente sofre de um problema psicológico nem mesmo
está chateado com alguma coisa.
Terrores noturnos podem ser o resultado da
falta de rotina de ir dormir, uma rotina
errática, ou da falta de um horário fixo de ir dormir, ou insuficiência de
tempo dormindo.
O que pode
realmente ajudar a superar o terror noturno é, primeiro resolver outros
problemas noturnos que a criança possa ter, como a tendência de levantar durante
a noite por qualquer razão e, segundo criar uma rotina de hora de dormir que
acalme a criança assim como deixar com que ela durma por horas suficiente
para que ela sinta-se descançada durante o dia.
Em alguns
casos (raros) esses pavores noturnos podem ser o resultado de apnéia, uma
situação corrigível na qual as amígdalas e as adenóides são grandes e bloqueiam
a passagem do ar durante o sono, dificultando a respiração normal e mantendo a
criança semi-acordada.
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PS:
Em outros
artigos vi também mencionado o fato de que certos remédios afetam o sistema
nervoso e podem causar pavores noturnos.
Vi também que se a criança sofre de pavores noturnos mais do que 2
vezes por mes deve-se consultar um médico para ver se outras causas estão
contribuindo para a situação.
Existem testes e medicamentos que podem ser
aplicados.
Contribuição
interessante: escreva num diário quantos minutos se passam do momento em que a
criança dorme até o momento em que o pavor noturno começa. Passe a acordar a
criança 15 minutos antes dos ataques, pergunte se ela quer ir ao banheiro, e
mantenha-a acordada contigo por 5 minutos.
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Author:Kevin P Connelly, DO, Medical Director, Paws for
Health Pet Visitation Program, Clinical Assistant Professor, Department of
Pediatrics, Division of General Pediatrics and Emergency Care, Virginia
Commonwealth University and Children's Medical Center.
Editors:Anthony M Murro, MD, Laboratory Director, Professor, Department of Neurology, Medical College of Georgia; Mary L Windle, Pharm D, Adjunct Assistant Professor, University of Nebraska Medical Center College of Pharmacy; Pharmacy Editor, eMedicine.com, Inc; Carmel Armon, MD, MHS, MSc, Professor of Neurology, Tufts University School of Medicine, Chief, Division of Neurology, Baystate Medical Center, Springfield, Massachusetts.
Editors:Anthony M Murro, MD, Laboratory Director, Professor, Department of Neurology, Medical College of Georgia; Mary L Windle, Pharm D, Adjunct Assistant Professor, University of Nebraska Medical Center College of Pharmacy; Pharmacy Editor, eMedicine.com, Inc; Carmel Armon, MD, MHS, MSc, Professor of Neurology, Tufts University School of Medicine, Chief, Division of Neurology, Baystate Medical Center, Springfield, Massachusetts.
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